O Brasil agora pode contar com um partido histórico de verdade, nascido da idéia básica de que, para vivermos felizes num mesmo país, devemos reunir AUTONOMIAS FORTES, como acontece na Suíça, nos Estados Unidos da América, na Alemanha, Canadá e Austrália, países que deram certo, em nada importando o tamanho ou se falam a mesma língua.
Nossos antepassados brasileiros, do Norte ao Sul, do Leste ao Oeste, lutaram por isso. E pela causa da liberdade foram enforcados ou fuzilados. A Constituição de 1891 contemplava vários dos anseios federalistas de ilustres nomes, como Rui Barbosa, iniciando-se o novo regime sob os " Estados Unidos do Brazil", com sua constituição federativa.
Com o correr do tempo, entretanto, a nossa tão sonhada Federação foi de tal forma desfigurada que passamos a viver sob a tutela de mandonismo federal centralizador cuja enorme e dispendiosa organização acabou reduzindo , quase que totalmente, a liberdade sagrada de optarmos pelas melhores e mais adequadas soluções para nossos inúmeros e diversificados problemas estaduais e municipais neste imenso espaço continental brasileiro. Tanto assim foi, que esse sonho ficou apenas no inconsciente de cada brasileiro, ao lado de sua própria vontade de realização, sem saber, na verdade, do porquê de não consegui-la.
Todos nós acreditamos que as leis funcionariam melhor se fossem feitas em nossos Municípios e Estados. Estariam atendendo às realidades dos diferenciados "brasis" onde vivemos. Para tanto, precisamos de um bom PACTO FEDERATIVO, curto e inteligente, que apenas determine os princípios gerais que unam todos os Estados aos laços de uma verdadeira, justa e promissora União.
Os brasileiros e brasileiras livres, de todas as raças e religiões, de todas as idades, de todos os rincões nacionais, irmanados pelo Federalismo, consideram que os impostos devem ser reduzidos e simplificados, pondo fim ao terrorismo tributário onde empresários e trabalhadores são igualmente vitimados, tanto pela diminuição progressiva das vendas e da conseqüente produção, quanto pela diminuição progressiva do poder de compra, afetando a própria empregabilidade.
Desejamos que os recursos sejam empregados onde forem gerados , sem "passeios" por Brasília, onde costumam se perder na escala burocrática ineficiente, distante, clientelista e corrupta.
Consideramos que as mazelas da insegurança, das imoralidades, da desagregação da família e dos valores da sociedade, das instituições, vividas no dia a dia, da falta de civismo e civilidade, são conseqüências da carência de um modelo que reorganize a sociedade de maneira que a mesma possa, livremente, estabelecer seus projetos e sucessos individuais e locais, enriquecendo o País com suas diversidades potencializadas e unidas em torno de uma Nação com visão de futuro, onde o objetivo é a felicidade da liberdade responsável.
Desejamos que as opções que se ofereçam nos locais e regiões, assim como, as lideranças que as propõe, sejam escolhidas através da liberdade de se votar facultativamente, privilegiando-se a qualidade das vontades espontâneas e conscientes, única forma de se abandonar a pobreza do voto obrigatório, impossível de se associar à uma verdadeira democracia.
Aqui estamos. Nascemos para multiplicar e potencializar a soma dos grandes valores que o Federalismo e a Liberdade podem oferecer para a realização de um programa político que torne o Brasil livre, seguro, moderno e forte, uma Nação do III Milênio.
O envolvimento de todos será o benefício de todos. É um trabalho árduo, mas vale a pena, até que tenhamos libertado nosso Povo das amarras dos atrasos desse modelo político, econômico e social, esse que é, o verdadeiro inimigo do Brasil, que tanto nos têm infelicitado.
O Partido Federalista é dos Brasileiros Livres. Um Partido que não tem "dono". Pertence aos que amam , acima de tudo, a Liberdade.
Vivência, Convivência e Prosperidade!
Autonomia é o Caminho
O significado do sub-lema
A primeira necessidade de qualquer ser vivo é a sobrevivência. Desta forma, todos os modelos que preconizam o planejamento centralizado, a interferência na vida das pessoas, tirando-lhe boa parte de suas iniciativas, agride frontalmente, o preceito natural da sobrevivência. A interferência de um poder externo impinge ao ser humano outras formas de fuga da dor ou busca do prazer (leia-se conforto como um todo) podendo promover a subversão aos valores morais de toda uma sociedade, colocando em xeque a própria evolução. Para se ter uma noção de ética é indispensável uma escala de valores...
Desta forma, há que se compreender que a liberdade é o único caminho da evolução humana. Considerando-se que o ser humano é sociável e tem necessidade de viver em grupos, em sociedade, há uma aceitação natural de regras comuns a todos. O conceito popular de "sua liberdade termina aonde começa a minha" tem razão de ser. Portanto, é perfeitamente possível considerar a convivência que acolha e respeite a necessidade de sobrevivência de cada um.
Uma vez satisfeitos os requisitos básicos da sobrevivência, os quais sejam, as necessidades primárias humanas da alimentação, vestuário, habitação e lazer (isso de um modo geral), a convivência, que gera a interdependência de todos em relação a todos em escalas e graus variáveis, promove um novo elemento inerente à natureza humana: a concorrência. Ou competição, fruto da ambição (no bom sentido), fator fundamental que alavanca a evolução social como um todo. A busca da prosperidade está presente em todos os seres humanos, em diferentes graus e planos. Considere-se que tais planos podem não ser necessariamente o material, abrangendo, portanto, o artístico, o científico, o pedagógico, o assistencial, enfim, todos os planos nos quais uma pessoa possa se sentir realizada.
Há portanto, uma perfeita correlação e compreensão doutrinária e filosófica dos princípios defendidos pelo Partido Federalista, privilegiando-se o trinômio do sub-lema sobrevivência, convivência, prosperidade.
"Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um" (Fernando Sabino).